Raça, Amor e Paixão – Pilares do primeiro Brasileiro – Por Rayane

nunes

“A primeira vez a gente nunca esquece”. Sei que é um bordão pra lá de batido, mas para a maior torcida do Brasil, o título nacional de 1980 ainda está fresco na memória dos FLAMENGUISTAS
Era a afirmação de um time que já era bicampeão estadual (além de ter vencido a Edição Especial de 79) e era comandada por Claudio Coutinho, treinador da Seleção na Copa de 1978, onde ganhou o “Campeonato Moral”.

Nunes, Carpeggiani, Andrade, Rondinelli, Raul, Tita, Junior e o maior de todos, Zico. De outro lado, outros vários craques: João Leite, Luisinho, Cerezo, Palinha, Éder e o artilheiro Reinaldo.

Dois timaços que marcaram época e que, qualquer um que ganhasse o título, ele estaria em ótimas mãos.

Flamengo x Atlético –MG, a final de 1980. Mais do quê uma decisão, duas partidas históricas. É o MEMÓRIA FANÁTICA em campo.
AS FINAIS

Na primeira partida, o Fla estava sem Zico. E o galinho acompanhou o Atlético explodir o Mineirão com mais de 91 mil pagantes, aos 10 minutos do segundo tempo, com Reinaldo, o “Rei” da galera alvinegra. Depois foi suportar a pressão atleticana e “comemorar” o fato de jogar por uma vitória simples no Maracanã. O empate daria o segundo título ao time mineiro.

A FINALÍSSIMA:

A primeira partida da decisão no Mineirão, foi marcada pela violência. O Flamengo jogou sem Zico, contundido, e Éder fraturou a mandíbula de Rondinelli numa dividida. Rondinelli caiu desacordado, com os olhos revirados. Voltou a si, ficou de pé e, mesmo sem saber direito onde estava, disse que ia continuar no jogo – e desmaiou de novo. Foi substituído, e os companheiros passaram o resto do jogo temendo por sua vida. O Atlético venceu por 1 a 0 e jogaria pelo empate no Rio.

Na finalíssima no Maracanã, diante de 164 mil pessoas, de nada adiantaram a violência e a catimba dos atleticanos. O Flamengo tinha de novo Zico e tinha Nunes, que começaria sua consagração como o artilheiro das grandes decisões. O primeiro tempo, duríssimo, terminou com o Flamengo vencendo por 2 a 1. No vestiário, Coutinho leu uma carta para a equipe: era de Rondinelli, escrita no hospital, com o maxilar preso por arames e parafusos. O “Deus da Raça” exortava: “Vamos pra cabeça, companheiros!” Como se tivesse uma dívida para com Rondinelli, o Flamengo voltou com tudo para o segundo tempo. O mineiro Reinaldo, grande jogador e, mal podendo andar em campo com uma distensão, ainda conseguiu empatar para o Atlético MG. Com o gol de empate de Reinaldo o sonho do primeiro brasileiro começava a distanciar, a torcida começou a ficar impaciente e começaram a cantar : “se a canoa não virar, ole ole olá…” até que em um lance GENIAL de Nunes (artilheiro das decisões) ele faz o gol da virada e o Maracanã “explode”… Era o primeiro de muitos brasileiros que o flamengo iria conquistar… com todas as dificuldades que foram encontradas, com Rondinelli mais uma vez mostrando porque era o “Deus Da Raça” com a torcida mais uma vez mostrando sua paixão pelo flamengo empurrando o time a esse titulo…

http://br.youtube.com/watch?v=UWdgPbNkDLI

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