A saga dos três zagueiros continua – Por Cida Santos

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Ninguém discute a capacidade técnica dos nossos zagueiros.
O FL e RA são importantes nas bolas altas, tanto na defesa como no ataque.
Contudo é notório que a nossa zaga é muito lenta, principalmente o Fábio Luciano, e por esta razão, os técnicos contratados pelo Flamengo mantêm o esquema tático com três zagueiros.
Eles não acreditam que o FL dê conta da cobertura do Léo Moura, bem como da caça aos atacantes adversários. E por isto, escalam um volante como terceiro zagueiro para auxiliá-lo.
Diferentemente do “estagiário CJ, o Cuca já notou a necessidade deste volante que faz o terceiro zagueiro, alternar para a cabeça de área no decorrer do jogo.
Quem está fazendo esta função do nosso time é o Aírton, que apesar de ainda não ter se encaixado muito bem nesta nova função, é muito superior ao Jaílton, que felizmente para o Fla foi contratado pelo Florminense.
Com esta formação, nosso time perde um jogador no meio e um dos atacantes tem que recuar pro meio, para dar consistência ao meio-campo e com isto isola o centro-avante.
O Willians é o responsável pela cabeça de área, o Ibson faz uma dupla-função em campo, joga de segundo – volante e de meia- recuado e o MP ou o Jônatas joga na função do meia mais avançado e o Zé Roberto alterna com um dos dois nesta posição.
O Jônatas não consegue ocupar bem esta posição e por isso ele recua para a função de meia – recuado e alterna com o Ibson, a função de encostar nos atacantes.
O Jônatas recua pra aproveitar seu bom passe e sua eficiência nas viradas de jogo.
É difícil pra ele jogar muito a frente, bem marcado e de costas pra zaga.
Não tem a mobilidade requeria para ser o meia-avançado.

Já O MP não tem o passe do Jônatas, mas sabe jogar marcado e de costas pra zaga.
Mas é um jogador que não tem a mesma mobilidade que tinha antes, devido à idade.
O Zé Roberto ocupa esta função no jogo e é o que tem mais mobilidade e facilidade pra exercê-la. Mas, ainda está fora de forma física.
Neste esquema, o centro-avante é obrigado a fazer jogadas individuais, dominar bem a bola e saber retê-la pra chegada do meio-campo.
Ele tem que saber se virar, porque ele fica praticamente sozinho no ataque.
E infelizmente, não temos nenhum atacante no elenco que saiba fazer uma jogada individual e fazer o pivô pro meio-campo chegar.
Eu mudaria o esquema e tiraria o Aírton do time e jogaria com dois zagueiros.

Faria um teste com o nosso capita se ele agüenta jogar neste esquema.
A jogada dos alas está muito manjada.
Eu só permitiria que os laterais subissem na boa e alternadamente.
Escalaria o time com o Bruno, LM, FL, Ra, Juan. Willians, Ibson, Jônatas e Zé Roberto.
Fierro (MP) alternando com o ZR e o Obina ou Josiel.
Temos que testar o Fierro neste time.
Acho que este jogador vai encaixar bem no time.
Precisamos observá-lo melhor.
Espero que o Cuca consiga desatar este nó.
Estamos com os mesmos problemas do ano passado.
Só que temos um técnico melhor.

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5 Responses to A saga dos três zagueiros continua – Por Cida Santos

  1. Roberto Dias disse:

    Concordo com análise que foi feita.
    nosso time tem que voltr ao 4-4-2.
    Fierro no time já.

  2. [CRF] Diego Almeida disse:

    Às vezes me pergunto se o Cuca é tão melhor assim qto o Caio Jr…
    Por ex., o fato dele optar por testar o Douglas ao invés do Thiago Salles e tbm de ter substituido o Jônatas no 2ºt. do jogo contra o Boavista são coisas que ainda não consegui entender o motivo.

    Não tenho nada contra o esquema de 3 zagueiros, acho até que funciona bem na maioria das vezes, mas o time precisa desenvolver um/uma trabalho/movimentação especial no meio para auxiliar na já “manjada” arma de ataque, que são as subidas dos nossos laterais.

    Acho que o meio deveria ser esse msm que vc falou, sem o Willians (no esquema de 3 zagueiros), com Obina e Maxi (Josiel) no ataque.

    Saudações Rubro-Negras

  3. Cida Santos disse:

    Caro Diego Almeida,

    O Maxi é um jogador veloz, mas muito limitado tecnicamente.
    tem muita dificuldade em fazer gols, pois não sabe arrematar bem prar o gol. Jogador de segundo-tempo.
    Com relação ao esquema de três zagueiros do Fla é completamente diferente do São Paulo. A razão dele é a lentidão da zaga.
    No caso de outros times que adotam este sistema, eles colocam 3 zagueiros em forma, sendo um mais técnico, que geralmente joga de líbero.
    Este esquema do Fla força, na maioria das vezes, os 3 zagueiros fica em linha. o Aírton pega o Léo Moura, o Ra pega o atacante do adversário e ajuda o Willians cobrir as subidas do ala esquerdo e o FL fica na área marcando um atacante adversário.
    Não temos um esquema de líbero tradicional.
    DE vez em quando no decorer do jogo, o FL faz o líbero.
    No Fla, o esquema não é usado como ferrolho e sim para tapar os buracos na zaga,

  4. [CRF] Diego Almeida disse:

    Não acho o Maxi tão limitado tecnicamente, pro que temos na casa. Além do mais ele é o único atacante, que nos restou, que sabe jogar de costas pra defesa adversária e isso é mto importante hj no time já que o meio tá infestado de volantes e a bola tem chegado com mta dificuldade ao ataque. Talvez as coisas melhorem agora com a promoção do Jônatas…

    Díficil comparar a formação tática do SPFC com a do CRF. Certamente os 3 zagueiros deles atuam de forma diferente dos nosso, ao meu ver, pq o SPFC joga no erro do adversário: rouba a bola bem e sai pro contra-ataque pelo meio (os laterais jogam a maior parte do tempo como apoiadores). Já o CRF não joga nessa msm “retranca”; libera um desse 3 zagueiros pra fazer a função de volante qdo o time está no ataque e vai pra cima pelas alas.

    Qdo a recomposição do time é boa e o Fla diversifica o ataque entre jogadas centrais e laterais, o esquema funciona. Se o adversário marcar os laterais e o zagueiro/volante não fizer bem seu papel, o time não rende pq o meio embola, fica desorientado.

    Por isso que, ao meu ver, o maior problema no esquema está no meio e não na zaga! =)

    SRN

  5. Cida Santos disse:

    Diego,

    O Meio fica com menos um, por causa da necessidade da defesa precisar de alguém para auxiliá-la. A fragilidade da defesa é a razão do esquema.
    Aliás, felizmente o Cuca vai mudar o esquema.
    Hje, os comentaristas (até que enfim) já falam que o esquema era usado por culpa da lentidão do FL.

    Quanto ao Maxi ( pelo nome devia ser cantor de tango) é tecnicamente horroroso.

    Saudações rubro-negras.

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